CRENÇAS E AS PERSONALIDADES

Bom continuando sobre o assunto personalidades que criamos e as crenças que temos que nos impedem de fazer aquilo que queremos e nem nos damos conta disso, vou continuar a descrever as personalidades mais conhecidas

SUPERIOR E INFERIOR

Superior é uma parte que todos nós temos, que nos faz sentir o melhor, especial, maravilhoso, e isso é ruim? Sim, no sentido de que ninguém é melhor que ninguém. Não somos superiores a ninguém. Quando entendemos que possuímos qualidades que nos diferenciam, eu possuo umas, você possui outras, eu desenvolvo um pouco mais, você um pouco menos e vice e versa. Acreditar que é melhor que o outro é um delírio, está fora da realidade. Exemplo: Ter a pele de cor branca e se achar melhor que os outros que tem a pele de outra cor. Ou ainda se achar melhor que o nordestino, pois nasceu na região sudeste.

A parte superior é aquele lado esnobe, arrogante, eu posso ter privilégios sobre os outros, “tem que ouvir o que eu estou falando!” “atenção em mim”, “Eu tenho razão!”.

Já o Inferior é aquele lado, aquela parte mórbida, te que faz acreditar que você é o mais feio, o mais horroroso, um nada, o errado, é o “ERRO”, não é bom suficiente, é sempre o menos. “Nasci com o nariz feio”, “meu corpo é baixo” “sou muito alto”, “sou muito gordo”, “sou muito magro”, “nasci pobre”, “estudei em escola pública”, “não fiz faculdade”, “não sou capaz”.

Te deixa inseguro, com medo, te faz suar, se precisa se expor, falar em público. “Será que vai dar certo?” “Será que vou errar?” “Esse eu não fizer certo?

Quando você está no inferior e encontra uma amiga e vão falar mal de alguém (fofocar), aí o outro é menos, você passa automaticamente para o superior, você se sente superior, não é que você quer o mal do outro, mas quando você coloca o outro no menos você se sente mais, se sente bem, se engana, delira, pois é tudo ilusão, são os altos e baixos emocionais que temos e passamos.

Na real você não é mais nem menos que o outro, somos o que somos, somos todos iguais no mesmo patamar. Estamos aprendendo a nos desenvolver, a evoluir, a criar consciência. Quando estamos no superior, os outros são porcarias para nós. E quando estamos no inferior nós é que somos as porcarias e todos são muito melhores que nós, grandiosos!

Então perceba o quanto de importância você dá para os outros e se coloca para baixo, no inferior. E lembre-se que você está onde você se coloca! Sob a lei de atração, você atrai para sua vida exatamente aquilo que vibra, se vibra que é tapete, será pisado!

Se vibra que é melhor que todos, na arrogância, esnobe, acabará sozinho!

SANTINHO X DIABINHO

Santinho, o certinho, o que faz tudo certo, não pode deixar ninguém esperando, ser o bonzinho, tem pena dos outros, tem muita consideração, as pessoas sofrem, o bonzinho faz sala para as visitas, é extremamente fiel, o santinho disfarça, pois ele nunca faz nada errado!

Diabinho, não é um cruel direto, ele também disfarça, ele sacaneia mesmo, de propósito, com intensão, ele faz pirraça. Exemplo: todo mundo pronto pra sair aí vem o diabinho e fala “não vou mais, não estou me sentindo bem, não quero ir”, e estraga o passeio de todos.

Em outra situação as pessoas conversando e falando coisas legais, bacanas, positivas, aí vem o diabinho contar uma tragédia. Ou o diabinho quer mostrar como o mundo é terrível, quer mostrar a frustração.

Mas por outro lado “como você é bonzinho” e não quer magoar as pessoas, você não vai dizer na cara delas o que você pensa, mas quando a pessoas sai de perto e você encontra a “amiga”, vem o diabinho e você fala: “imagina que ela teve a coragem de me falar isso assim, que fez aquilo e desse jeito!” O diabinho fica indignado com a sinceridade alheia.

Você não vai dar bandeira na frente das pessoas, porque você é bonzinho, não lava a roupa suja, mas por trás, pelas costas você fala! A pessoa sai e você fala mal, porque está magoado, frustrado, faz intriga, é o nosso lado ruim.

O santinho em relação ao sexo, ele é malicioso, sexo para ele é feio, distorcido, é pornográfico, é esquisito, é indecente, ele estremece só de falar, é irônico, dá risada, quanto mais santinho mais malicioso! Quando as pessoas falam em sexo, o santinho já malicia, os olhos até brilham, parecem aqueles diabinhos dos desenhos. Malicia não é esperteza, é se envolver no mal, com os olhos malvados. É aliciar no mal. Virou coisa suja, perigosa, estranha, e para o bonzinho tudo que não é sexo, é espiritual. A muito tempo atrás nos rituais espirituais o ato sexual fazia parte, era natural.

Então perceba o quanto santinho ou diabinho você está, eles são os maiores causadores de preconceitos, julgamentos que fazemos.

HERÓI X VÍTIMA

A ameba heroína é aquela que luta! Que a vida é difícil, onde tudo é complicado com dificuldade, mas na cabeça dela ela está simplificando.

Já a vítima é o retrato da desgraça, a vítima é muito mimada, é coitada, é pequena, sem importância, quer que tenham dó dela, pena, se acha uma deficiente, não pode fazer sozinha, sempre que o mais fácil.

Toda vez que você for fazer algo aparece a vítima e te diz: _ Nossa você vai fazer isso? Nossa você vai até lá? Pega o caminho mais rápido, mais fácil! Porque pra ela tudo é muito difícil, tudo é uma tragédia! É duro lutar! Aí você á passa pro lado do herói.

O herói diz: _ olha o que eu passei por causa daquilo, ou por causa dele! Você acredita ser um herói, porque fez o que todo mundo faz, que é viver! Nascer, crescer, estudar, casar, ter filhos, morrer, faz parte da vida!

Mas a vítima coitada atrai tudo quanto é desgraça, só fala de coisas negativas, aliás ela é a mãe do negativismo. Vive sofrendo, quer que os outros tenham dó. Mas quando a situação termina, ou ela realiza a tarefa, aí logo vem o herói, pra contar as vantagens dos sacríficos que teve de realizar, e quanto lutou pra conseguir isso!

A vítima nega que você tenha a capacidade de realizar, que existem as condições para aprender e mesmo aproveitar as coisas! A vítima se agarra nos outros, suga e quer que o outro faça por ela e para ela, é mimada!

As amebas nos tiram a noção de responsabilidade que temos sobre nós, nossas vidas, nosso sentir, querer e pensar. Quando assumo esta responsabilidade, e paro de dar atenção os problemas acabam, as coisas ficam como tem de ficar acontecem como tem de acontecer, é o que é!

TERRORISTA X ATERRORIZADO

A ameba do terror é aquela que se faz de amiga pra te protege, pra que você não erre, ela vigia, ela advinha o futuro, mas te amedronta o tempo todo! Fala assim: _ cuidado com isso, cuidado com aquilo! Te ataca de repente, por exemplo quando você está sozinho em casa e ouve um barulho ela já começa: _ olha você está sozinho em casa, cuidado, pode ser um ladrão! Esta ameba detesta coisas novas e fala: _ e se você errar…

Já a ameba do dominado é a “Fraca”, ela tem um orelhão enorme porque ela ouve tudo que os outros falam, ela é influenciável, sugestionável, covarde. Exemplo: Quando criança os pais falam: – cuidado, é perigoso. Se esta criança é um espírito sem muita experiência, desenvolve a ameba das fraca.

Outro exemplo é o olhar de terror dos pais! _ Deixa a gente chegar em casa! E este olhar te aterroriza mesmo hoje você já sendo um adulto, você se aterroriza! Mas por outro lado desenvolve a fraca o medroso e vira o mimado!

A fraca pede pros outros fazer porque ela se sente incapaz, ela tem medo, não se responsabiliza e se arma contra as possíveis tragédias que podem ocorrer no futuro. _ E se não der certo? O que eu vou fazer? Como vou fazer? Tenho que tomar cuidado… Isso se chama preocupação! A ameba da fraca inventou a preocupação e ela gasta toda a sua energia mental como uma louca!

Como acabar com isso? Quando você deixa os impulsos de ânimo tomar conta de você! Sabe as vezes vem aquele impulso de realizar alguma coisa e você, vai lá faz e dá tudo certo! É isso! Quando você recalca os impulsos, você traz para dentro abafa e cria as amebas.

IMAGINATIVA X INSATISFEITA

A imaginação é maravilhosa afinal com ela, nós construímos coisas muito positivas. Por outro lado, se mal utilizada, ela cria pensamentos, situações muito negativos.

A ameba da imaginação negativa tem mania de idealizar, dizer como tem que ser, o que deve ser, o que é certo, o que é errado. Quando a ameba olha pra uma pessoa ela já começa a imaginar o jeito de ser da pessoa, ela deve ser assim, deve ser assado! Ou ainda nós entramos na imaginação do outro, quando aquela amiga conta pra você que o marido da outra amiga é horroroso, um chato, que é isso, que é aquilo, e você quando chega na casa da amiga, e olha o cara já fica imaginando, como ele é um monstro! Só que o homem, é simpático, legal, gente boa, a outra que tem uma imaginação negativa, que te passou esta imagem e você acreditou!

A gente fica imaginando o que é ser espiritual, o que é ser evoluído. A ameba da imaginação vai criando os modelos do que “deveria” ser, mas não é! E aí você fica insatisfeita!

Não dá valor ao que tem, fica insatisfeita com tudo, consegue algo e não se satisfaz, porque deveria ter sido de outra forma. De outro jeito, ou outra coisa. A insatisfeita acaba com o prazer, nada tem valor, porque deveria ser, deveria ter, ou deveria fazer. Sua insatisfação pessoal é muito grande, pois o cabelo não é como deveria, o corpo não é como viu na revista, a pele não é como deveria, ou não é igual a da fulana. Porque a outra é mais inteligente, mais esperta, mais bonita e você tá sempre insatisfeita, afinal imaginação te faz olhar para os outros porque deveria ser ou ter! e como sair disso?

Assumir-se! Sou o que sou, como sou, do jeito que sou! Assume-se baseado no sentir, se eu quiser eu faço, eu posso fazer ou aprender se eu quiser

Personagens, Máscaras, Amebas?

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