Sabemos que somos seres espirituais, formados por várias partes, corpos energéticos, mas hoje vou falar mais da parte física, neurológica, cerebral, psicológica.

Quando estudamos programação neurolinguística que é o campo que permite aprender o funcionamento, a dirigir e a comandar o seu próprio cérebro. Seu conhecimento poderá ajudá-lo a se tornar uma melhor pessoa e um melhor profissional.

Até hoje, sem que você soubesse, você foi se programando e sendo programado, cada vez que você, ou alguém, intuitivamente, usaram uma sequência de programação. Sua sequência de programação corresponde à ordem em que os dados são “percebidos” por você.

O cérebro: é um possante e perfeito computador que opera com o equivalente a 20 bilhões de bits. Nele se acumulam informações ligadas à aprendizagem em nível individual, social e genético. Nosso objetivo será tratar das aprendizagens individuais e sociais que, por serem adquiridas, são cambiáveis e ampliáveis.

As informações com que o cérebro trabalha têm origem na realidade. Os canais de recepção, ou imputs, são os cinco sentidos: visão, audição, tato, olfato e paladar.

Modelo de mundo: a partir das experiências individuais e sociais que nos chegam através dos cinco sentidos formamos nosso modelo de mundo. Este corresponde às nossas “representações” da realidade. Criamos um mapa, um modelo da realidade para nos guiar no mundo e para orientar nosso comportamento. A representação do mundo determina, em grande escala, como percebemos o mundo, bem como o que iremos perceber e experimentar. Determina também que escolhas teremos à nossa disposição. Em outras palavras, o software de cada um. Há uma diferença necessária entre a realidade e o que cada um “acredita” ser a realidade.

Processos universais de aprendizagem:

Generalização: é o processo de transformar a parte no todo. Nossa habilidade de generalizar é essencial para aprender rápida e eficazmente. Mas muitas vezes utilizamos isso para criar uma realidade “não real”. Ex: todo mundo é assim.

Eliminação: é o processo de seleção dos aspectos da realidade em que vamos prestar atenção. Escolhemos o que vamos ouvir e/ou sentir. O processo de eliminação ocorre tanto para formar o modelo de mundo de onde a parte da realidade que não nos interessa foi eliminada) como para mantê-lo, eliminando as partes da realidade que o contradizem.

Distorção: é o processo que nos permite fazer substituições em nossa experiência sensorial, isto é, o meio pelo qual “interpretamos” a realidade. Essa interpretação pode ser útil ou inútil, adequada ou inadequada.

E temos também três sistemas representacionais ou linguagens neurológicas

O cérebro recebe as informações para alojá-las em si. O modelo de mundo individual é modelado no cérebro, dependendo dos canais de percepção, que receberam a informação.

Se o registro foi através de imagens, formas, cores e dimensões, a informação, será provavelmente, representada visual.

Se o registro foi de sons, palavras ou tonalidades, a representação, provavelmente, será auditiva.

Se a informação chegou como separação tátil, olfativa, gustativa ou como movimento (interno ou externo), a representação, provavelmente será sinestésica.

Cada um de nós temos estes canais, porém um sempre mais exaltado, pelo qual nosso cérebro se guia.

Modelo de mundo visual:

A pessoa processa visualmente, literalmente, vê cenas de seu passado, presente ou futuro em sua mente. Por exemplo: qual a cor da toalha que estava semana passada no seu banheiro? Só os visuais” enxergarão” a toalha e a cor. Quais foram suas férias mais interessantes? Só os visuais estão agora “vendo” o local, as pessoas que compuseram o cenário de suas férias.

Então as pessoas que tem o canal visual como referência, tenderão a ter a estética como um valor, a ordem e a limpeza, para eles estes valores são importantes e necessários. Dão pouca importância a valores como harmonia, a lógica, o prático, o funcional e o objetivo, assim como aos sentimentos e sensações (próprios e dos outros).

Crenças: o bom = é o mais bonito 9ser humano, carro, sapato)

O certo = é a arrumação e a limpeza (da casa, do escritório, dos filhos, etc)

Exemplos de gostos e interesses: tv, leitura, decoração, moda, desenho, organização, com normas rígidas (exercito, religiões oficiais, partidos políticos de extrema direita ou esquerda), receitas de bem-estar, previsões, chefia de gerência, joias, grife, artes plásticas.

Frases com palavras processuais:

Minha vida é um livro em branco.

Estou roxa de raiva.

Ela é uma profissional brilhante!

Está claro?

É o menor custo possível.

Tenho um passado limpo.

Longe de mim tal ideia.

Perto dele me sinto pequena.

Outros dados:

Respiração: torácica

Postura: tensa

Movimentos corporais: rápidos

Pressão arterial: tendendo à alta

Pulsação: tendendo a taquicardia

Piscar de olhos: raro

Gestos: explicativos e apontando os olhos

Voz: alta

Ritmo da fala: rápido

Modelo de mundo auditivo:

A pessoa que processa auditivamente, literalmente ouve sons e palavras de seu passado, presente e futuro em sua mente. Por exemplo: quais as primeiras palavras que você disse hoje, após acordar? Só os que representam auditivamente a informação “ouvirão” a si mesmos repetindo aquelas palavras. Qual dentre suas viagens de férias, foi a mais interessante? Só os auditivos estão agora “se dizendo” qual o local e as pessoas que fizeram parte de suas férias.

Valores:

Lógica, o bom senso, a negociação, o prático, e o funcional. Valores importantes e necessários. Elas tenderão, contudo, a desconsiderar, ou dar pouca importância a valores como estética, ordem e limpeza, assim como os sentimentos e sensações (próprios e dos outros).

Crenças: o bom = mais prático (ser humano, carro, sapato, etc)

O certo = é o diálogo (em casa, no escritório, com os filhos, etc).

Gostos e interesses: com grande probabilidade a pessoa que representa a realidade auditivamente gostará de experimentar situações que impliquem em discursos, palavras e sons. Exemplos: conversar, ouvir conversa, discursos, música, teorias, negociar, ouvir rádio, predições, poesias, etc.

Palavras processuais auditivas:

A vida, para mim, é uma interrogação

No silêncio de seu coração habita a paz

Estou alarmado com certos fatos

Seu vestido era de uma cor muito berrante

As diferenças são gritantes

Acabo de ter um click

Outros dados:

Respiração: torácica – abdominal

Postura: média

Movimentos corporais: médios

Pressão arterial: tendendo para a média/alta

Pulsação: tendendo à média

Piscar de olhos: frequente

Gestos: apontando os ouvidos e a boca

Voz: média

Ritmo da fala: médio

Modelo de mundo sinestésico:

A pessoa que processa sinestesicamente vive no presente, o que é fantástico, algumas vezes; terrível, outras. Qual o cheiro mais agradável que você já sentiu? Lembra como você estava se sentindo ontem? Como você acha que vai se sentir quando estiver em contato com aquela pessoa? Só os que processam sinestesicamente sentirão o cheiro, ou o mal ou o bem-estar, e o sentirão agora! O modelo de mundo preferencialmente sinestésico pode determinar decisões conscientes, tidas como baseadas em fatos “reais”, “verdadeiros”, a respeito de si mesmo e do outro, tais como: sentimento de culpa, de rejeição, de medo de raiva, bem como comportamentos agressivos e destrutivos como respostas às sensações de mal-estar. A recíproca também é verdadeira. Lembrar sensações ou criá-las é torná-las de novo presentes. Que tal contrabalançar um momento presente que nem sempre é agradável com lembranças de estados do passado e criações de estados futuros agradáveis? Afinal quem decide no que você vai pensar? Você, não é?

Valores:

Tenderão a valorizar as relações afetivas, o bem-estar e o prazer físico. Valores importantes e necessários. Mas elas tenderão a desconsiderar ou dar pouca importância ao que ouvem, ao que dizem e ao que pensam, além de desvalorizarem a estética, a ordem, a limpeza, e o pensamento lógico.

Crenças:

O bom = é o mais gostoso (ser humano, carro, sapato, etc)

O certo = é o contato – com o tato (em casa, no trabalho, com os amigos e filhos/pais).

Gostos e interesses:

A pessoa que representa a realidade sinestesicamente gostará de experimentar situações que envolvam comida, sexo, carinho, conforto, restaurantes, perfumarias, motéis, hidromassagem, ginástica, balé gentes, dançar, casas gostosas, roupas frouxas, sapatos sidewalk (ou tênis) etc.

Palavras processuais sinestésicos:

Ela é uma pessoa tão doce!

É duro ficar sem você

Essa roupa é chocante

Estou babando de vontade de viajar

Estou amargurada

Os preços estão salgados

As coisas estão andando bem

Outros dados:

Respiração: abdominal

Postura: solta, relaxada, flexível

Movimentos corporais: lentos

Pressão arterial: tendendo à baixa

Pulsação: tendendo à baixa

Piscar de olhos: lento

Gestos: muito lentos e toques em si e nos outros

Voz: baixa

Ritmo da fala: lento

Portanto é muito importante sabermos que tipo de canal preferencial é o nosso, e qual canal preciso desenvolver, afinal o ideal é ter o equilíbrio entre os canais em mim. Desenvolver as modalidade ou habilidades dos canais que estão mais em baixa.

Desta forma conseguimos perceber a forma das pessoas ao nosso redor, dos nossos filhos, dos colegas de trabalho, dos meus clientes, dos meus chefes, e a minha comunicação se torna mais eficaz e efetiva, ou seja obtenho melhores resultados.

Não adianta querer vender um carro para um sinestésico, falando da cor maravilhosa, ou de quanto é econômico. Ele só quer saber se o carro é confortável.

Ou vender uma lata de tinta para um visual, falando que ela não tem cheiro forte. Ele quer saber da tonalidade da cor.

Este é um estudo que se bem utilizado nos orienta a melhorarmos em nosso relacionamentos pessoais, sociais e profissionais, ou melhor ainda, em todos os tipos de relacionamentos.

Aqui hoje só pincelei, algumas coisas sobre este estudo que é profundo e muito sério. Em breve trago um pouquinho mais!

Ser Humano, o que é isso?

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